sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dias de chuva- Alemão Ronaldo


Não tenho vergonha de pegar na tua mão
Mesmo depois de ter ouvido um não
Dizer coisas bonitas não sei se sou capaz
E frases decoradas não te interessam mais
Saiba que os dias de chuva
Eu te dou abrigo
Mas quero que os dias de sol
Divida comigo.

Só fala em mim - Ana Carolina


O tempo vai passar você vai ver
Então por que já não saber de vez?
Você está tão longe de entender
O que eu falo bem diante de você

Você diz: - tudo bem, depois faz diferente
Diz que vai sumir e sempre volta atrás
Enquanto a sua imagem vai e vem
Aonde posso ir se você não está

O sol me reconforta e eu ando só
E sei que você anda por aí
Eu nunca mais te vi ao meu redor
Nem sei se me encontrei ou te perdi

Talvez eu siga sem você daqui pra frente
A vida tem caminhos muito desiguais
Disseram que você só fala em mim
Agora veja como a gente foi ficar

Não mandei você ir embora
Nem falei que podia me esquecer
Vou sorrir pra tristeza agora
Vou viver os meus dias sem você

terça-feira, 2 de novembro de 2010


Porque o amor está fora de moda

Eu tenho pensado muito nas meninas. Em todas, em especial nas que levaram uns tombos depois de breves beijos na calçada e resolvem brincar de crescer e agora não sabem como parar com isso. Tenho pensado nas suas habilidades em tecer expectativas por amores fabulosos, amores de Chico, romances de García Márquez, histórias de Roger Mitchell, com Julia Roberts e Hugh Grant. Ao criar tantas expectativas, viver a realidade não é decepção. É mero retrabalho.Tenho pensado em suas novas músicas alegres e ruins, suas novas roupas luminosas clamando atenção para o que pouco importa, suas novas soluções alcoólicas, suas velhas mentiras que insistem em contar, seus finais infelizes, suas vidas escritas à caneta, aquele jeitinho doce e dissimulado de começar falando pelo final, suas vozes roucas de tanto gritar, seus chicletes de menta imitando o sabor de suas vidas após doze minutos, dentre lábios que mereciam estar sendo mordiscados nesse exato instante e não procurando sensações na tela do computador.Tenho pensado nos três pontos finais que os moços colocam e elas teimam em ver ali reticências, uma réstia de esperança de que o episódio não signifique o óbvio, um tijolo a menos nas suas construções afetivas. Ontem eu vi uma menina de cinco ou seis tendo um de seus primeiros desejos latentes negados: um sorvete num parquinho meio vazio, aspirando brisa, com os cabelos finos desgrenhados pelo vento frio. Meninas são isso: fadas chorosas por sorvete fora de época, e não consigo lembrar, mais ou menos, o dia em que nós rapazes perdemos a conta disso e passamos a negar todos os sabores.Com tantos direitos conquistados, foram perder justo o de ser feliz. Ir, rir e vir, sem precisar filtrar seus graus ou preocupar-se com o que o pai ou a cidade inteira vai pensar. Bárbaras e ninguém vê. Perfumadas e ninguém cheira. Ensaiadas e ninguém assiste. Indumentadas e ninguém elogia. Cheias de mistério e ninguém desvenda. Repletas de segredos e ninguém quer saber. Entupidas de palavras e ninguém pra ouvir. Com mais de 10 mil terminações nervosas em cada área intocada e ninguém pra pousar a mão quieta por mais de cinco minutos. Cheias de cena e ninguém a aplaudir. Cheias de blogs floridos que ninguém lê. Com dois ou três números de telefone aguardando ninguém ligar. Cheias de curva e todo mundo passando reto.Se valorizando, se insinuando, se poupando para no fim se dar de graça, pois o "mercado" (péssima analogia) está em baixa e o que vier, mesmo sem nunca ter botado os olhos num Neruda ou num Almodóvar ou num Michael Buble, vem bem, é lucro. Eternamente se doando sem receber a cesta básica em troca: carinhos, fungadas, afagos, ombros, ouvidos, palavras, proteção, segurança, pão com ovo, telefonemas, cócegas, bilhetes, rosas de alguma cor ou beijos de lábios que caminham calorosa e cuidadosamente, transitando por pescoços, braços e orelhas.Não pulgas e sim beijos atrás das orelhas, ali onde nenhuma menina tem o mesmo perfume da outra, o que desmente a tese de serem todas iguais. Elas só querem as mesmas coisas, talvez não agora, nesse momento, lugar ou fase da vida, e provavelmente não hoje, nessa festa ou reunião de amigos, na frente de vocês, em parquinhos vazios. Porque o amor está fora de moda.

www.carascomoeu.com.br/2010/10/porque-o-amor-esta-fora-de-moda.html

sexta-feira, 29 de outubro de 2010


Lembro-me bem do seu olhar
Ele atravessa ainda a minha alma,
Como um risco de fogo na noite.
Lembro-me bem do seu olhar. O resto...
Sim o resto parece-se apenas com a vida.

Ontem, passei nas ruas como qualquer pessoa.
Olhei para as montras despreocupadamente
E não encontrei amigos com quem falar.
De repente vi que estava triste, mortalmente triste,
Tão triste que me pareceu que me seria impossível
Viver amanhã, não porque morresse ou me matasse,
Mas porque seria impossível viver amanhã e mais nada.

Fumo, sonho, recostado na poltrona.
Dói-me viver como uma posicão incômoda.
Deve haver ilhas lá para o sul das cousas
Onde sofrer seja uma cousa mais suave,
Onde viver custe menos ao pensamento,
E onde a gente possa fechar os olhos e adormecer ao sol
E acordar sem ter que pensar em responsabilidades sociais
Nem no dia do mês ou da semana que é hoje.

Abrigo no peito, como a um inimigo que temo ofender,
Um coração exageradamente espontâneo
Que sente tudo o que eu sonho como se fosse real,
Que bate com o pé as canções que meu pensamento canta,
Canções tristes, como as ruas estreitas quando chove.

[ Álvaro de Campos?]

sexta-feira, 22 de outubro de 2010


"Eu preciso de algumas horas de solidão por dia senão “me muero”.

( Clarice Lispector )

quarta-feira, 20 de outubro de 2010


'Talvez lembre de mim como uma mulher vivida, descolada, que lida bem com relações descartáveis, logo eu que odeio copos de plásticos, canudinhos, tudo que não dure...'
Martha Medeiros

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Meu desabafo por mim mesma


Hoje estou aqui, não pra postar frases nem poemas lindos... vim de cara lavada, pois é aqui que entrego todo o sentimento que existe em mim e não teria lugar melhor pra desabafar do que aqui no meu cantinho.

Eu to cansada de montar um castelo lindo e ele desmoronar na minha cabeça, às vezes conheço pessoas e sinto que são fantásticas, mas basta 2 semanas pra ver que eu estava enganada.Nós mulheres acho que sofremos mais com isso, pois é tanta falsidade que dá medo de viver nesse mundo que a qualquer momento alguém vai te dar o bote. Antigamente eu pensava que as mulheres eram mais traiçoeiras e hoje eu vejo que tudo se igualou!

E o respeito? Esse tomou um chá de sumiço, pois faz tempo que não o vejo.

Quando você está bem todos querem estar a sua volta agora experimente ficar doente,engordar 10 kg, passar mau na festa,ficar triste sem motivo,experimente tudo isso para saber o que´é solidão.Nem sempre é solidão, no meu caso eu sempre tenho meu porto seguro do lado e por esse eu coloco a mão no fogo, o nome dele,é Manu, uma amizade de 9 anos que poderia ter sid0 como essas outras amizades que passa um tempo e vc se pergunta se é a mesma pessoa do começo da amizade...mas a Manu tá sempre lá me puxando pro fim do túnel e eu puxando ela, ela diz que se esforça muito pra não me decepcionar aí eu penso...será que é tão normal decepcionar alguém que agora temos que nos esforçar pra isso não acontecer?Virou uma coisa tão normal decepcionar e ser decepcionada? Acho que já devo ter decepcionado algumas pessoas, mas vou contar um "segredo", o meu pior pesadelo é decepcionar alguém, pois sou muito auto-crítica e minha moral fica lá embaixo.

Já achei meu problema...falar tudo o que sinto sempre. Acho que a Manu me aguenta pq ela também é assim...e se eu to com alguém por exemplo, eu falo tudo... pq eu sei ver no olhar o que a pessoa está sentindo. Hoje em dia existe aquela história de sexo sem compromisso, não sou muito adepta não pq posso correr o risco de me apaixonar ou de decepcionar alguém...então às vezes fujo de certas situações pra não passar por isso, na verdade tenho muito medo de me apaixonar, assim como me apaixono tenho uma dificuldade imensa de me interessar REALMENTE por uma pessoa, isso não quer dizer que eu não sinta vontade de ficar com uma pessoa mas quando me apaixono...nada me segura, sou totalmente intensa nas minhas emoções... Quando eu sinto que posso me apaixonar pela pessoa eu já dou um jeito de me afastar...vai que seja só um sexo sem compromisso e ele não me ligue no outro dia ai quem vai me aguentar? Só a Manu mesmo... por isso resolvi dar uma folga pra ela...desliguei o meu celular,sai do msn e tomei um remédio pra dormir, assim eu não cometo nenhuma "loucura" e não corro o risco de me apaixonar, por uma pessoa que às vezes pode ter o mesmo medo que eu, que se faz de "coração duro" mas na verdade é só uma máscara, para não ser decepcionado ou para não decepcionar.

Aquela história de me arrependo mas não durmo na vontade não é comigo, vcs podem ver nesse momento!

Eu estou num momento muito meu, e nada do que aconteça vai tirar esse sorriso do meu rosto, e o que for realmente verdadeiro ficará e o que não for o mar levará!


Desculpa os erros de pontuação etc... é que quando escrevo com sentimento esqueço até da gramática...fico cega, afinal é sentimento e é intenso...me atiro! Na real será que alguém vai se prestar pra ler isso? Não sei, só sei que me sinto mais leve e foi de coração a mil que escrevi, como tudo que escrevo. Boa noite.
By Aline (Dona do blog)